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Português
com sotaque do Brasil, de Angola, de Portugal e de Cabo Verde.
O Sarau Cultural que marcou a passagem da Semana de Valorização
da Língua Portuguesa/2006, realizado no Salão Nobre
da Câmara Municipal, proporcionou uma pequena amostra da
diversidade da sexta língua mais falada no mundo. A lei
3465/2002, que criou esta Semana, é de autoria do vereador
Rubens Andrade.
A Ave Maria
de Schubert em ritmo de jongo, cantada com emoção
pela professora de Literatura da PUC, Maria Aparecida de Souza,
acompanhada de Priminho, abriu o sarau que foi assistido por estudantes,
professores e representantes das comunidades de língua
portuguesa e contou com a presença dos cônsules de
Cabo Verde, Abdon Baptista de Paula e João Pedro, do cônsul
geral de Portugal Antônio de Almeida Lima e do viice-cônsul
de Angola, Albertino de Jesus.
O escritor
Zetho Gonçalves recitou poesias de seu livro infantil "Debaixo
do arco-íris não passa ninguém", da
Editora Língua Geral, que teve lançamento durante
o sarau. Fernando Pessoa marcou presença na sensível
interpretação do ator Paulo César de Oliveira
que dividiu o palco com o cantor brasileiro Paulo Girão.
Paulo inovou mostrando seu fado em ritmo de Bossa Nova.
Depois, foi
a vez da cantora Maria Alcina brilhar cantando fados portugueses,
acompanhada pelo virtuosismo da guitarra portuguesa executada
por Vitor Lopes. Já o angolano Abel Duerê contou
com o auxílio de acordeon e violão na sua breve
apresentação.
O jongo da
comunidade da Serrinha, representada por Maria Aparecida teve
seu segundo momento no sarau quando a professora cantou Umbi Umbi,
que virou sucesso na voz do cantor Djavan. Ela abriu caminho para
o suingue da banda de Cabo Verde, formada por estudantes universitários
caboverdianos e brasileiros, que mostrou à platéia
os ritmos coladeira e batuke e um pouco da dança do país.
Universal,
o rap teve sua vez no sarau, mas com sotaque angolano. O rapper
Nelboy Dastha Burtha eletrizou a audiência cantando músicas
com conteúdo político. E, para encerrar, a dança
e a moda de Angola encantaram os presentes. O desfile, a cargo
de estudantes angolanos, trouxe, para o Salão Nobre, o
colorido das roupas africanas e o requebrado do semba (ritmo que
originou o samba).
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