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Debate público marca passagem do
Dia Mundial do Meio Ambiente



O livro Árvore Cidade
Para comemorar o Dia do Meio Ambiente, o vereador Rubens Andrade promoveu palestra sobre o processo de arborização da cidade do Rio apresentada pelos autores do livro "Árvore Cidade", o urbanista Roberto Ainbinder e a museóloga Mariana Várzea. Também participou a consultora técnica do livro, a engenheira florestal, Cecília Pentagna, que ajudou a dupla a mapear 28 espécies existentes no Rio de Janeiro.

Além de revelar quais são as árvores que se espalham na paisagem, a publicação "Árvore Cidade" também resgatou a evolução do paisagismo no Rio de Janeiro. Roberto Ainbinder, que discorreu sobre o assunto durante a palestra, chamou atenção para a desigualdade verde: na Zona da Leopoldina e Zona Oeste existem aproximadamente 0,60 metros quadrados de árvores por habitantes enquanto na


O urbanista Roberto Ainbinder

A muséologa Mariana Varzea

Zona Sul, este índice sobe para 12 metros quadrados por habitante. Existe um déficit de 166 mil árvores na região de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz.

Lideranças comunitárias que participaram do debate reclamaram da discriminação que sofrem a Zona Norte e Zona Oeste, onde ficam os bairros que sempre registram as temperaturas mais altas da cidade.

Roberto Ainbinder destacou que onde há boa arborização, o calor pode diminuir em torno de 7%. Mas se hoje existem ruas bastante arborizadas, no passado a situação já foi bastante diferente.

As árvores nas cidades coloniais restringiam-se aos pátios residenciais, não eram plantadas nas ruas. Em 1873, foi construído o primeiro jardim público do Rio de Janeiro. O Jardim Botânico, construído em 1808, surgiu da


A engenheira florestal Cecília Pentagna

Renata Duarte e Moção de Sérgio Duarte

necessidade de aclimação das árvores exóticas e tornou-se um espaço de pesquisa botânica que é referência internacional.

Através de slides, Roberto Ainbinder mostrou as mudanças ocorridas na cidade, como a devastação da Floresta da Tijuca para o plantio de café, as reformas em estilo europeu implementadas pelo prefeito Pereira Passos, o

projeto urbano elaborado pelo francês Alfred Agache e o Plano de Desenvolvimento Urbano desenvolvido pelo urbanista grego Constantino Doxíades, que reflete a mudança de modelo de cidade européia para cidade norte-americana. Foi na década de 70, quando houve a explosão imobiliária, que a arborizacão tornou-se o caminho para restaurar o equilíbrio ambiental da cidade.

Vereador entrega Moção a Ainbinder

 



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