| Debate
sobre CPI das Milícias movimenta a Câmara Rio "Não vamos discutir se o mal maior são as milícias. Precisamos consolidar o estado democrático de direito, realizar uma reforma partidária para valer. Temos que fazer um chamamento à população para as pessoas ficarem mais atentas aos políticos que estão a frente do Legislativo. Que o Poder Público exerça seu papel para reduzir a zero as ações destes grupos. Precisamos estudar o relatório da CPI e ampliar a discussão. E a Câmara precisa se consolidar como instituição que representa a vontade da população do Rio de Janeiro". A CPI apurou que existem, no Rio, 171 áreas dominadas pela milícia e indiciou 226 pessoas. Segundo Marcelo Freixo, 65% das comunidades onde a milicia atua não tem tráfico de drogas. "A CPI ajudou a definir o que é milícia. A milícia não é alternativa ao tráfico, é um grupo criminoso que elege vereadores e deputados e tem projeto que visa ao lucro a partir da extorsão", afirmou Freixo. Ao final do debate, foi proposta a criação de uma Comissão Especial para analisar o relatório e uma Comissão Mista, com membros da Câmara Municipal e da Alerj, para tratar de assuntos ligados a segurança. O Codigo de Ética da Legislativo Municipal deve ser aprovado no ano que vem. |