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A audiência pública da Comissão Especial do Plano de Aceleração do Crescimento - PAC, na cidade do Rio de Janeiro contou com a presença de dezenas de moradores e lideranças de comunidades como Manguinhos, Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Rocinha, Complexo do Alemão, Tijuca e Colônia Juliano Moreira. A mesa foi assim composta: Vereador Rubens Andrade, Vereador Jorginho da SOS, Vereador Adilson Pires, Vereador Romualdo Boaventura, o Secretário Municipal do Habitat, Luiz Humberto, o Subsecretário de Estado de Obras, Vicente Loureiro e a chefe de gabinete da Empresa Municipal de Obras Públicas (EMOP), Annie Faço, que representou o presidente da empresa, Ícaro Moreno Júnior, junto com mais dois representantes da EMOP.

As autoridades foram unânimes em dizer que o PAC corresponde a integração das três esferas do poder público: União, Estado e Município, o que será um desafio. O Subsecretário Vicente Loureiro lembrou que as obras devem ser concluídas em 2010. Segundo ele, a meta do Governo do Estado é fechar, até dezembro, todos os contratos com as empresas que irão trabalhar no PAC para que as obras comecem em janeiro de 2008. Ainda segundo o Subsecretário, só na Rocinha serão criados 500 empregos e, preferencialmente, todas as vagas serão ocupadas por moradores da região. O mesmo deve acontecer em todas as outras áreas.

O vereador Rubens Andrade mediou a audiência lendo diversas perguntas de representantes das comunidades e passando a palavra a algumas lideranças, solicitando respostas às autoridades. Ele começou o encontro falando sobre a importância da Comissão Especial, já que ela irá acompanhar o desenvolvimento do PAC.

Os projetos feitos por Estado e Município estão sendo analisados pela Caixa Econômica Federal. A CEF é o agente financeiro. Muitos representantes de comunidades deixaram clara a preocupação com o PAC, ora porque alguns moradores terão suas casas desapropriadas, ora pelo medo de que as obras do PAC sejam abandonadas pelo poder público, depois de realizadas, sem a devida manutenção.

Na audiência os moradores destacaram que não concordam com mudanças em seus bairros, sem que haja uma grande mesa redonda para discutir toda e qualquer intervenção futura. O vereador Rubens Andrade finalizou lembrando que antes dos anos 80, o Poder Público sequer entrava nestas comunidades e que a luta por melhorias nestes bairros é antiga e conta, há anos, com a sua participação e de tantos outros que estavam presentes na audiência. O parlamentar enfatizou a importância da audiência pública e do debate ocorrido. Em sua visão, esta é democracia pela qual a maioria lutou e que agora consiste em discutir prioridades para melhorar a aplicação dos recursos.

 



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