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por
Rubens Andrade
O Relatório do TCM -Tribunal de Contas do Município, que
analisou a situação dos hospitais da Rede Pública
Municipal confirma o que há tempo sabemos e denunciamos: a saúde
no Rio agoniza. Coloca por terra a tentativa de camuflar os problemas
como se tivessem a sua origem apenas em uma luta política, partidária
e/ou eleitoral e refuta a afirmativa de que a culpa é da população
de outras cidades. Por exemplo, o Hospital Salgado Filho atende 92%
dos cariocas. As emergências dos hospitais estão superlotadas
de dia; durante a noite e na madrugada a procura cai vertiginosamente.
Deduzimos que se a rede básica de atendimento; Postos de Saúde,
Centros Municipais de Saúde, e o Programa de Saúde da
Família funcionassem bem, certamente não estaríamos
nesta situação.
O montante da dívida de 240 milhões , não pode
se transformar no centro do problema, pois mesmo que persistisse tal
questão, se a população fosse atendida satisfatoriamente,
garanto que o problema seria infinitamente menor, pois não se
quantifica a vida de um ser humano com cífras, conforme a conjuntura
da realidade brasileira, em que o que menos importa são as pessoas.
O que importa, sim, são os superávits do sistema financeiro.
Afirmo que nos últimos quatro anos, a saúde do Rio vive
uma crise de gestão financeira, administrativa, pessoal, de medicamentos
e de equipamentos.
Por isso, propus a criação de uma CPI que apure este jogo
de empurra-empurra e descaso com o povo, uma vez que todos precisam
do que é público. Por exemplo, quando ocorre uma colisão
com feridos, não há tempo para perguntar qual o plano
de saúde do acidentado, quando este o possui. E é no hospital
público que o primeiro atendimento se faz necessário.
E, diga-se de passagem , segundo especialistas, o custo é alto.
A solução é urgente! É chegada a hora de
uma Parceria Público Público para a população
- PPPP.
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