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População
de rua
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A questão da população em situação de rua não pode ser tratada por nós, moradores da cidade do Rio de Janeiro, como um incômodo. É preciso abrir bem os olhos para enxergar o tamanho do problema. A rua nunca pode ser considerada um local adequado para adultos e, principalmente, para as crianças. Desemprego, recessão, violência doméstica, baixos salários, dependência química (álcool e drogas), tudo isto causa o aumento da população de rua. O grande erro é que muitos não querem ajudar, fazer ou empreender. Devemos sempre lembrar: a criança jogada à rua hoje, à margem da sociedade, pode se transformar no marginal de amanhã. Não dá mais para esperar. Não há tempo. Não estamos lidando com a ficção. Por este motivo estive à frente da CPI que investigou o tratamento dado pela Prefeitura do Rio à esta população. Depois de sete meses de trabalho, chegamos à conclusão de que ainda é muito pouco o que se faz. Nenhum tipo de ação dará resultado enquanto o poder público não implantar unidades para o tratamento de crianças e jovens dependentes químicos. Ver meninos e meninas cheirando cola à beira das calçadas da cidade é assistir de camarote a degradação da humanidade. Várias sugestões foram encaminhadas pela CPI. Entre elas estão: a construção de novas creches, programas preventivos para o planejamento familiar e melhor infraestrutura para os Conselhos Tutelares. Estas são apenas algumas indicações do que pode ser feito. Com poucas iniciativas pode-se abrir uma nova porta para quem vive no abandono. Tentar encontrar uma solução para este problema é também tarefa de todo cidadão carioca. Participe!
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