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por Rubens Andrade
Há muitos
anos a palavra reforma está presente no nosso dia a dia. Porém,
muito se fala, mas pouco se faz neste sentido. As reformas do Judiciário,Tributária,
Política, nenhuma delas consegue sair do papel. E, em meio a
cada tentativa, surge mais um escândalo político. Dessa
vez o tema central de todas as reportagens é o "mensalão",
no Congresso Nacional.
A denúncia do deputado federal Roberto Jefferson, presidente
nacional do PTB, parece ter pego a todos de surpresa, mas, a partir
do momento em que autoridades confessam ter tomado conhecimento da existência
de uma mesada paga a Parlamentares, fica reforçada convictamente
a tese de que a reforma política é urgente. E esta reforma
não deve apenas passar pela fidelidade partidária ou pelo
financiamento público das campanhas, caso contrário, a
prática perversa de ações ilícitas tenderão
a continuar. Precisamos aprofundar esta discussão, onde o pano
de fundo deve ser o exercício pleno dos mandatos, a bem de toda
a sociedade.
O Poder Legislativo hoje, não exerce seu papel pleno. Os parlamentares
existem historicamente para votar e acompaanhar o orçamento do
Município, do Estado, da União. Muitas vezes, isso não
acontece. É fato que em determinadas ocasiões, as emendas
apresentadas não são cumpridas pelo Poder Executivo. Não
interessa o partido político, nem a ideologia, o que interessa
é a necessidade da coletividade, é o exercício
do mandato.
Como parlamentar, não me incluo neste espécie de conluio
com vistas as eleições de 2006. Nosso país já
passou por situação semelhante no início dos anos
90. Sofremos, passamos por momentos difíceis, mas mostramos ao
mundo inteiro que a maioria não compactuava com os erros.
Neste momento é fundamental que se apure a verdade sobre todo
e qualquer esquema que venha a existir, seja no Congresso Nacional ou
em qualquer outra Casa Legislativa do país. O Brasil precisa
de transparência, quadro que somente será alcançado,
com a punição dos culpados e a correção
dos erros. Precisamos partir para a mudança através das
reformas e, na nossa reforma política, não há espaço
para uma Bolsa de Valores, onde o pregão é medido pela
indicação a cargos públicos.
O país não merece e o povo não agüenta mais.
Uma das medidas que defendo para que haja uma verdadeira reforma política
é o direito do cidadão votar em qualquer região
que esteja, desta forma dizimamos talvez, o chamado "curral eleitoral".
Que vença sempre a Democracia!
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