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por Rubens Andrade
O problema da falta de quorum na Câmara Municipal do Rio de Janeiro
não é momentâneo, se arrasta há muito tempo.
Particularmente, tenho convivido com esta escassez de compromisso de
alguns vereadores há pouco mais de um ano, quando fui eleito
um dos quarenta e dois representantes desta cidade.
Mas, por que será que falta quórum no dia a dia desta
Casa que define a vida do Município? Uma das respostas é
a própria Ordem do Dia, onde são apresentados os projetos
a serem votados. Geralmente, esta parte do expediente legislativo, se
divide entre os interesses da população e os interesses
daqueles que exercem um mandato como se fizessem parte de uma "Casa
de Negócios" e não de uma Casa de Leis.
Apesar do pouco
tempo, já pude observar que Projetos que atendam ao interesse
do poder econômico, a eleição da Mesa Diretora ou
a composição das Comissões Permanentes, sempre
contam com a totalidade dos pares. A questão central não
é apenas de fundo moral. Hoje na política, muitos parlamentares
são eleitos graças a campanhas milionárias, onde
são gastos "rios de dinheiro" em busca do poder e,
como na vida há sempre um preço, faz-se aí mais
um efeito cascata na hora de se pagar por esta ajuda de campanha.
O vereador eleito desta maneira, vai votar junto ao interesse de quem
o financiou, fica assim a população predestinada a arcar
com mais este ônus. É preciso conscientizar o cidadão
de que fatos como este, como a falta de compromisso com a cidade e a
população que nela vive, se transformam em rotina onde
a vergonha de ter o nome impresso em uma lista de faltosos não
é mais o suficiente para amedrontar. Afinal quem elege é
o povo ou poder econômico?
É fato porém, que quando nas galerias da Câmara
estão categorias em busca da aprovação de determinado
projeto, a presença dos vereadores é maciça. Fica
então uma conclusão: O eleitor deve acompanhar de perto
o andamento dos trabalhos dos parlamentares que ajudou a eleger.
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