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200 anos da chegada da Família Real
Vereador Rubens Andrade promove evento para celebrar a data

A Família Real desembarcou no Largo do Paço, atual Praça XV, no dia 7 de março de 1808 ao som dos sinos das igrejas e mosteiros que existiam naquela época na cidade do Rio de Janeiro. Para celebrar a data, o vereador Rubens Andrade promoveu palestra com o historiador Nireu Cavalcanti, professor da UFF, assistida por cerca de 200 pessoas. Tataraneto de Dom João VI, Dom João de Orleans e Bragança também participou do evento. O príncipe exibiu fotos da coleção pessoal de Dom Pedro II e outras de sua autoria. A fadista portuguesa Maria Alcina e o grupo João Ramalho da Casa das Beiras encerraram a noite com festa.

" A palestra do professor Nireu Cavalcanti, a fala de Dom João, o fado de Maria Alcina e a apresentação do Grupo João Ramalho sintetizaram a grandiosidade do evento. O professor Nireu fez um rico relato histórico de como era a cidade na época. Ele trouxe questões importantes que ainda não haviam sido abordadas. A presença da população, de muitos estudantes, demonstra o interesse que o assunto desperta. A discussão é relevante para que possamos conhecer a nossa história", afirmou o vereador Rubens Andrade que homenageou o Jardim Botânico, fundado há 200 anos, por Dom João VI.

Preocupado em corrigir informações históricas, o professor Nireu Cavalcanti afirmou que não chegaram 15 mil pessoas com a Família Real. "Foram apenas 420 famílias. A Família Real foi recebida pelos vereadores na Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos que abrigava a Câmara Municipal", informou. Na época, o presidente do Legislativo ocupava o cargo de prefeito da cidade.

Dom João de Orleans e Bragança destacou que a mudança da Família Real foi fundamental para as mudanças políticas e urbanísticas no Brasil. "Foi importante para a formação da nação brasileira", disse Dom João, enquanto exibia fotos da família e outras que tirou em andanças no Piauí e no Egito.

Ao se apresentar ao lado dos músicos Kleber Matos e Vitor Lopes, a fadista portuguesa Maria Alcina emocionou a platéia. Rubens Andrade destacou que, segundo o historiador e musicólogo português, Rui Vieira Nery, a origem do fado está vinculada a mudança da Corte para o Rio. O retorno destes emigrantes a Lisboa, juntamente com a expressão musical dos britânicos, espanhóis e franceses que se haviam estabelecido na cidade, depois daquele período turbulento, cria uma espécie de movimento culturalpopular, que logo receberia o nome de fado, informou o parlamentar.

 

 



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