A educação brasileira avança, mas não o desejado. Relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura), divulgado em 2010, revela que o Brasil ocupa a 88ª posição no IDE (Índice de Desenvolvimento Educacional), ficando atrás de países pobres como Paraguai, Equador e Bolívia. Levando-se em consideração a região do Caribe e toda a América Latina, o Brasil é o país com maior população de crianças fora da escola, o que é inadmissível. Mas, também é tão preocupante quanto tudo isso, a falta de qualificação do trabalhador brasileiro que, pelo próprio sistema, vê na conquista do diploma escolar o atalho para o mercado de trabalho
Já passamos do tempo em que apenas o diploma do antigo segundo grau ou ensino médio, significava chance de emprego. Com a chegada de novas tecnologias, o trabalhador sem formação técnica ou semelhante, está fadado ao desemprego ou subemprego. O mercado está cada vez mais exigente e um bom exemplo, é que conhecer computação passou a ser condição básica de qualquer profissão ou ocupação neste mercado.
É preciso requalificar o trabalhador e esta foi uma de minhas prioridades enquanto estive à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia da nossa cidade, até março de 2010. Em parceria com o governo federal, implementamos o Forsoft Rio, projeto para formação de jovens em programação de computadores e inglês técnico e também o Proeja Fic, Programa de educação de jovens e adultos, em convênio com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.
Além disso, disponibilizamos no projeto Poupa Tempo, em um shopping na Zona Oeste, cursos de capacitação inicial na área de informática, onde de julho a dezembro de 2009 formaram-se 358 pessoas. Oferecemos o mesmo serviço no projeto Casa Brasil, em funcionamento no centro do Rio, onde somente lá, ao longo de 2009, formaram-se 398 alunos e chegamos a marca de 10 mil acessos gratuitos à internet. Este trabalho de requalificação profissional é possível ser feito de forma presencial ou não, por este motivo, o acesso à internet também é de extrema importância para a mudança do perfil do trabalhador. Relembro nossa parceria com o governo do estado na “iluminação digital” de diversas comunidades, fator fundamental para inserção na internet e portanto, à informação.
De volta ao mandato de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, continuo o trabalho pela redução da alíquota de ISS paga pelas empresas de TI (Tecnologia da Informação) ,em nossa cidade. O projeto que colaborei na elaboração e defendo sua aprovação final, reduz a alíquota de 5% para 2%, o que irá trazer novas empresas do setor de TI para a nossa cidade, gerando mais vagas de emprego e para ocupar estas vagas, nossos trabalhadores precisam estar preparados.
A necessidade da requalificação profissional pode não ser uma novidade, mas com certeza é mais um viés para reduzir a taxa de desemprego em nosso país, promover a formação do trabalhador e agregar valor à produção.